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Navegue pela estrutura dos catálogos, localize diretamente um item do acervo ou conheça os princípios e orientações para utilizar o Atlas do Colecionador.
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Como utilizar os catálogos
Sumário:
- 1 – Introdução
- 2 – Garantias e Limitações de Responsabilidade
- 3 – Cooperação e Expansão
- 4 – Códigos dos Itens
- 5 – Métodos de busca
- 6 – Glossário
1 – Introdução
Esta seção reúne os catálogos especializados desenvolvidos no âmbito do Atlas do Colecionador, dedicados principalmente à filatelia brasileira.
Os catálogos têm como objetivo identificar, descrever e organizar sistematicamente diferentes categorias de peças filatélicas, reunindo informações técnicas, históricas e bibliográficas resultantes de estudos e pesquisas do autor.
Por se tratarem de trabalhos em permanente desenvolvimento, recomenda-se que o usuário consulte inicialmente todas as instruções e orientações desta página, onde são apresentados os critérios gerais de catalogação, o sistema de codificação adotado, as limitações do projeto e outras informações importantes para a correta utilização deste material.
Cada catálogo está disponível em sua própria página, acessível por meio deste menu Catálogos.
2 – Garantias e Limitações de Responsabilidade
Os catálogos do Atlas do Colecionador constituem um trabalho independente de pesquisa, documentação e catalogação, desenvolvido com o máximo cuidado, atenção e boa-fé pelo autor.
Entretanto, considerando a natureza dinâmica das pesquisas filatélicas, novas informações podem surgir, interpretações podem ser revistas, erros ou omissões podem ser identificados e critérios de classificação podem ser aperfeiçoados a qualquer momento. Assim, todo o conteúdo disponibilizado no Atlas está sujeito a alterações, correções, ampliações ou exclusões, sem necessidade de aviso prévio.
Embora sejam envidados esforços para manter as informações tão corretas e atualizadas quanto possível, não é fornecida qualquer garantia, expressa ou implícita, quanto à exatidão, completude, atualidade, adequação, confiabilidade ou aplicabilidade das informações apresentadas.
As informações disponibilizadas possuem caráter exclusivamente informativo, documental e de apoio à pesquisa, não constituindo certificação, autenticação, avaliação comercial, parecer técnico, perícia ou qualquer outra forma de garantia sobre peças, documentos ou objetos filatélicos.
A utilização das informações contidas nos catálogos é de inteira responsabilidade do usuário, que assume integralmente os riscos decorrentes de sua utilização para quaisquer finalidades, incluindo, mas não se limitando, à identificação, classificação, compra, venda, avaliação, certificação, autenticação, pesquisa ou publicação.
Caso exista qualquer dúvida quanto à correção, interpretação ou aplicabilidade de determinada informação, recomenda-se simplesmente que ela não seja utilizada até que possa ser confirmada por outras fontes consideradas confiáveis pelo próprio usuário.
Ao utilizar os catálogos do Atlas do Colecionador, o usuário declara estar ciente destas condições e concorda que o autor e o Atlas do Colecionador não poderão ser responsabilizados por quaisquer perdas, danos, prejuízos, decisões ou consequências decorrentes da utilização das informações aqui disponibilizadas.
O objetivo dos catálogos é contribuir para a pesquisa, a documentação e o estudo da filatelia brasileira, e não substituir a análise crítica, a consulta a outras referências especializadas ou o julgamento técnico do próprio usuário.
O usuário deve estar plenamente ciente de que os catálogos do Atlas do Colecionador constituem um trabalho em permanente evolução. Erros, omissões, inconsistências, divergências de interpretação e classificações passíveis de revisão podem existir em qualquer parte de seu conteúdo, não constituindo sua eventual permanência qualquer reconhecimento de sua correção ou compromisso de futura revisão, atualização ou correção por parte do autor.
Assim, o usuário deverá exercer seu próprio juízo crítico e utilizar as informações aqui disponibilizadas apenas se, após sua própria análise, as considerar adequadas à finalidade pretendida.
3 – Cooperação e Expansão
O Atlas do Colecionador constitui um projeto de pesquisa, documentação e catalogação em permanente desenvolvimento, tendo como objetivo ampliar progressivamente a documentação disponível sobre a filatelia brasileira.
Embora diversos catálogos especializados estejam previstos, o desenvolvimento de um trabalho dessa natureza ultrapassa as possibilidades de atuação de uma única pessoa. O autor não dispõe, isoladamente, do tempo, dos recursos materiais, do acesso às coleções, nem do conhecimento específico necessário para documentar, com a abrangência desejada, todas as categorias de interesse filatélico.
Nesse contexto, a colaboração da comunidade filatélica é não apenas bem-vinda, mas também fundamental para o crescimento e o aperfeiçoamento do Atlas.
Serão recebidas com satisfação contribuições como informações históricas, dados técnicos, identificação de novas peças, correções, sugestões, referências bibliográficas, documentos, imagens, fotografias, digitalizações e quaisquer outros elementos que possam contribuir para o aprimoramento dos catálogos.
O envio de uma contribuição não implica, entretanto, sua incorporação automática aos catálogos. Todo o material recebido poderá ser analisado, confrontado com outras fontes e incorporado, total ou parcialmente, conforme o entendimento editorial do autor e os critérios adotados pelo Atlas do Colecionador.
O objetivo é que o Atlas do Colecionador se consolide, ao longo do tempo, como uma referência aberta, colaborativa e em constante evolução, construída a partir da soma de esforços de pesquisadores, colecionadores, estudiosos e demais interessados na preservação e no desenvolvimento da filatelia brasileira.
Toda colaboração, por menor que pareça, poderá contribuir para ampliar o conhecimento disponível e preservar informações que, de outra forma, poderiam se perder com o tempo.
4 – Códigos dos Itens
Cada item catalogado no Atlas do Colecionador possui dois códigos distintos: um Código Geral e um Código Específico.
Código Geral
O Código Geral é único e permanente, identificando de forma definitiva cada lançamento catalogado.
É composto pela sigla ATC (Atlas do Colecionador), seguida de um número sequencial (ATC-1, ATC-2, ATC-3…), atribuído simplesmente de acordo com a ordem de cadastramento do item no Atlas.
Uma vez atribuído, o Código Geral jamais será alterado, independentemente de revisões na classificação, reorganizações dos catálogos ou novas descobertas.
Por esse motivo, o Código Geral constitui a identificação definitiva de cada lançamento e deverá ser utilizado sempre que o objetivo for citar ou referenciar permanentemente um lançamento do Atlas.
Código Específico
O Código Específico identifica o item dentro de uma determinada categoria catalográfica.
É composto pela sigla ATC, seguida de um Identificador de Categoria, formado por três letras maiúsculas, e de um número sequencial próprio da categoria (ATC-XXX-1, ATC-XXX-2, ATC-XXX-3…).
O Identificador de Categoria representa, de forma abreviada, a categoria catalográfica à qual pertence o item.
Exemplos:
- ATC-SFE-1 — Selo Fecho
- ATC-ENM-15 — Envelope Moderno
- ATC-AEG-23 — Aerograma
O Código Específico possui finalidade essencialmente organizacional, facilitando a localização, a consulta e a identificação dos itens dentro de cada catálogo temático.
Entretanto, em razão do caráter evolutivo do Atlas do Colecionador, novas peças poderão ser descobertas, critérios de classificação poderão ser aperfeiçoados e a organização dos catálogos poderá ser revista. Consequentemente, o Código Específico poderá ser alterado a qualquer momento, sem aviso prévio.
Por esse motivo, recomenda-se que toda referência permanente a um item seja feita utilizando-se o Código Geral, que constitui sua identificação definitiva, ou pelo ao menos com ambos os códigos em conjunto.
Códigos Associados
Um mesmo item pode, eventualmente, possuir mais de um lançamento no Atlas. Nesses casos, cada lançamento receberá seu próprio Código Geral. Esses códigos serão tratados pelo sistema como Códigos Associados: identificam lançamentos independentes, porém interconectados.
Princípio da estabilidade: o Código Geral identifica permanentemente o lançamento; o Código Específico identifica sua posição na classificação vigente.
5 – Métodos de busca
O Atlas do Colecionador oferece diferentes formas de localizar informações, permitindo que cada usuário escolha o método mais adequado ao seu objetivo. É possível navegar pela estrutura hierárquica dos catálogos, realizar buscas diretas por palavras-chave, códigos ou características específicas, e utilizar filtros para refinar os resultados quando disponíveis.
À medida que o Atlas evoluir, novos recursos de pesquisa serão incorporados, tornando a localização de itens cada vez mais rápida, intuitiva e precisa.
6 – Glossário
Aviso: O presente glossário encontra-se em fase de desenvolvimento. As definições, conceitos e classificações aqui adotados ainda estão sendo construídos e debatidos, podendo sofrer alterações substanciais durante o desenvolvimento do Atlas do Colecionador. Esta seção deve ser entendida como um registro da evolução conceitual do projeto, e não como sua versão definitiva. Sugestões, comentários e críticas são bem vindos.
Conteúdo
Introdução
Objetivo
O universo do colecionismo utiliza numerosos termos técnicos, alguns consagrados internacionalmente, outros específicos de determinadas áreas e muitos cuja interpretação pode variar entre autores, catálogos, instituições, tradições colecionistas ou mesmo entre colecionadores. Em diversos casos, tais conceitos evoluíram historicamente por meio da prática e do uso, sem que necessariamente exista uma definição formal amplamente aceita.
Este Glossário não pretende constituir um dicionário geral do colecionismo, nem estabelecer definições universais para os termos aqui apresentados. Seu objetivo é exclusivamente definir, de forma clara, consistente e transparente, o referencial conceitual adotado pelo Atlas do Colecionador para os principais termos empregados em seus catálogos, classificações, descrições e estudos.
Quando houver diferentes interpretações na literatura especializada, o Atlas do Colecionador adotará, para os fins deste portal, as definições aqui estabelecidas, preservando o respeito às demais interpretações e tradições existentes.
Novos termos serão incorporados à medida que sua inclusão se mostrar necessária, acompanhando a evolução dos catálogos, das áreas de colecionismo contempladas pelo Atlas do Colecionador e do próprio desenvolvimento conceitual deste Glossário.
Princípio da Consistência Conceitual
As definições adotadas pelo Atlas do Colecionador devem ser aplicáveis de forma uniforme a todos os objetos que apresentem as mesmas características conceitualmente relevantes. Caso uma definição exija exceções sucessivas para acomodar objetos específicos, sua formulação deverá ser reavaliada.
Esse princípio decorre da constatação de que parte da terminologia filatélica consolidou-se historicamente por meio de usos, tradições, consensos e entendimentos sucessivos, muitas vezes sem definições formais explícitas. Como consequência, em alguns casos coexistem diferentes entendimentos conceituais e exceções historicamente consolidadas, nem sempre plenamente compatíveis entre si. O Atlas do Colecionador procura, sempre que possível, construir um sistema conceitual internamente coerente, preservando o respeito às diferentes tradições filatélicas, sem a pretensão de substituí-las.
Alcance
O presente Glossário não pretende uniformizar a terminologia utilizada na literatura especializada, nem estabelecer definições de aplicação geral para as diferentes áreas e tradições do colecionismo. Seu objetivo é exclusivamente definir, de forma clara, consistente e transparente, o significado dos termos empregados pelo Atlas do Colecionador em seus próprios catálogos, classificações, descrições e estudos.
Assim, quando utilizados fora do contexto do Atlas do Colecionador, os conceitos aqui apresentados poderão não coincidir com aqueles adotados por outras obras, catálogos, associações, entidades filatélicas, regulamentos expositivos, comerciantes, pesquisadores ou colecionadores. Recomenda-se, portanto, que sua utilização em outros contextos seja precedida da verificação dos critérios e definições adotados pela instituição, publicação ou atividade em questão.
As definições, conceitos e classificações constantes deste Glossário destinam-se exclusivamente à organização conceitual dos catálogos, estudos e demais conteúdos do Atlas do Colecionador. Não constituem orientação normativa ou vinculante para exposições, avaliações, certificações, transações comerciais ou quaisquer outras atividades externas ao projeto. Sua eventual utilização por terceiros ocorrerá sob sua exclusiva responsabilidade, não assumindo o Atlas do Colecionador qualquer responsabilidade por interpretações, classificações, decisões, avaliações, transações ou quaisquer consequências decorrentes de sua utilização, inclusive por sua adoção em exposições, publicações, pesquisas, avaliações, certificações, transações comerciais ou outros contextos.
Complementarmente ao disposto nesta seção, aplicam-se as disposições da seção 2 – Garantias e Limitações de Responsabilidade.
Índice de verbetes:
- Carimbologia
- Cinderela
- Curiosidade
- Etiqueta Postal
- Exemplar
- Filatelia
- Inteiro Postal
- Isento de Porte
- Lançamento
- Marcologia
- Modelo
- Subtipo
- Tipo
- Variedade
Última atualização: 28/07/2026.
Carimbologia
O estudo e colecionismo, respectivamente, de carimbagens postais obliteradoras dos selos postais, independente do sistema de aplicação, do material empregado na confecção dos carimbos, da natureza ordinária, comemorativa ou promocional dos carimbos. Material de estudo ou de coleção sempre relacionado com a fase “filatélica” dos correios. O mesmo que Carimbofilia. Ver: ZIONI, A. Marcofilia x Carimbologia. COFI – Correio Filatélico, v. 4, n. 38, 1980, p. 31-36.
Ver Marcologia.
Cinderela
As cinderelas são um tipo de etiqueta não postal que, muitas vezes, apresenta formato e aparência semelhantes aos de um selo postal, mas que não possui qualquer valor de franquia nem desempenha finalidade postal, seja operacional ou administrativa. Quando utilizadas em correspondências efetivamente circuladas pelo serviço postal — especialmente quando afixadas e amarradas ao envelope de forma contemporânea ao seu uso — podem passar a adquirir significativo interesse filatélico por documentarem aspectos da relação entre a sociedade e o sistema postal.
As cinderelas abrangem uma ampla variedade de emissões, incluindo peças comemorativas de eventos, exposições, localidades, efemérides, personalidades, campanhas institucionais, propaganda comercial e arrecadação de recursos para causas beneficentes, entre muitas outras finalidades. Não existe, portanto, um limite definido para os temas que podem abordar.
Embora a maioria das cinderelas seja produzida por entidades privadas, também existem emissões realizadas por órgãos públicos e, em determinadas circunstâncias, pelos próprios Correios. Algumas categorias foram objeto de estudos especializados e contam com catálogos próprios, como as cinderelas das campanhas antituberculose.
Síntese:
- Cinderela → Sem valor de franquia, e sem valor ou significado postal.
- Etiqueta Postal → Sem valor de franquia, mas com valor ou significado postal.
Ver Etiqueta Postal.
Curiosidade
Informação, fato ou circunstância considerada interessante em razão de sua singularidade, raridade, originalidade ou valor histórico, cultural ou informativo, mas que não constitui, por si só, uma categoria técnica de classificação catalográfica.
No Atlas do Colecionador, o termo curiosidade não é utilizado como categoria editorial ou catalográfica. Toda informação considerada relevante é descrita e registrada segundo sua natureza própria, integrando um lançamento, uma variedade, um estudo, um registro documental ou outra categoria específica. Dessa forma, evita-se o emprego do termo curiosidade como classificação residual destinada a agrupar informações que não receberam tratamento técnico adequado.
No Atlas do Colecionador, não existem informações ou itens classificados apenas como curiosidades. Todo fato considerado relevante é identificado segundo sua natureza e registrado na categoria técnica correspondente.
Etiqueta Postal
As etiquetas postais – ou somente etiquetas – são itens emitidos ou utilizados pelos serviços postais que possuem finalidade operacional ou administrativa. Embora possuam valor postal e integrem o sistema postal, não possuem valor de franquia, ou seja, não servem para o pagamento do porte da correspondência.
Síntese:
- Etiqueta Postal → Sem valor de franquia, mas com valor ou significado postal.
- Cinderela → Sem valor de franquia, e sem valor ou significado postal.
Ver Cinderela.
Exemplar
Um objeto físico individual, que quando catalogado se enquadra em um lançamento.
Filatelia
No Atlas do Colecionador, Filatelia é o ramo do colecionismo dedicado ao estudo, identificação, classificação, catalogação e coleção dos selos postais de franquia, das indicações de franquia e dos demais objetos que com eles possuam relação direta, seja por sua produção, utilização, circulação, história ou contexto postal.
Embora tradicionalmente associada aos selos postais, a Filatelia compreende um universo mais amplo de objetos, incluindo documentos, impressos, marcas, formulários, etiquetas, carimbos e outros materiais relacionados à emissão, ao pagamento, ao controle, ao transporte ou ao registro dos serviços postais, desde que apresentem interesse filatélico.
Nesse contexto, é útil distinguir, ainda que apenas conceitualmente, três conjuntos de objetos.
Itens filatélicos: são aqueles cuja existência decorre da emissão, produção, identificação, pagamento ou representação da franquia postal. Seu vínculo principal estabelece-se com o selo postal de franquia ou com a indicação de franquia, independentemente de terem efetivamente circulado pelo serviço postal. Enquadram-se nesse grupo, por exemplo, selos, blocos, cadernetas, inteiros postais, provas, ensaios e outros materiais produzidos em torno da franquia postal.
Itens postais: são aqueles relacionados ao funcionamento, à operação ou à prestação dos serviços postais, ainda que não possuam relação direta com a franquia postal. Incluem documentos administrativos, formulários operacionais, equipamentos, recipientes, identificações de transporte e outros objetos cuja finalidade principal seja atender às atividades postais.
Itens filatélico-postais: são aqueles que apresentam simultaneamente características filatélicas e postais, estabelecendo relação tanto com a franquia postal quanto com o serviço postal. Correspondências circuladas, envelopes, cartões postais, aerogramas, avisos de recebimento, encomendas e diversos outros documentos postais franqueados constituem exemplos típicos dessa categoria, pois materializam simultaneamente o pagamento da franquia e a efetiva prestação do serviço postal.
Essa distinção possui finalidade exclusivamente conceitual e editorial, destinando-se a orientar a organização dos catálogos do Atlas do Colecionador. Como ocorre com os demais conceitos adotados neste Glossário, ela não pretende substituir ou uniformizar as diferentes classificações existentes na literatura filatélica.
Síntese:
- Filatélico → o eixo é a franquia postal, o selo.
- Postal → o eixo é o serviço postal.
- Filatélico-postal → quando ambos coexistem no mesmo objeto.
Inteiro Postal
São itens postais que trazem em si um selo pré-impresso oficialmente autorizado, o selo fixo, ou alguma alusão ou inscrição indicando que um valor nominal específico de postagem ou serviço relacionado foi pré-pago. Ver: FIP. Special Regulations for the Evaluation of Postal Stationery Exhibits at FIP Exhibitions.
A filatelia brasileira é riquíssima em inteiros postais dos mais diversos modelos. Existem como Aerogramas, Bilhetes Postais, Carta Bilhete, Carta Pneumática, Cintas, Cupom Resposta, Envelopes, Envelopes de Remessa de Valor, Mensagens Sociais de Natal, e Telegramas (importante deixar claro que não necessariamente todos os itens oficiais destes modelos se enquadram como inteiros postais – somente os que tem o selo-fixo pré-impresso, ou inscrição que a franquia de determinado valor já foi paga).
Envelopes circulados sem selos devido a algum contrato, como Taxa Paga, não são Inteiros Postais.
Isento de Porte
Item que para circular postalmente é oficialmente remido do pagamento da franquia, como seu próprio nome diz, isento de porte.
Envelopes circulados sem selos devido a algum contrato, como Taxa Paga ou Porte Pago, não são Isentos de Porte (apesar de não haver selos o porte já foi, ou será, pago).
Lançamento
Unidade catalográfica fundamental do Atlas do Colecionador, correspondente a um item individual descrito e identificado no catálogo. Ou seja, lançamento é aquilo que o catálogo registra. Todo lançamento possui um código geral permanente e um código específico, ambos exclusivos para este lançamento.
Marcologia
O estudo e colecionismo, respectivamente, de marcações postais (escritura manual, carimbagens), feitas na fase “préfilatélica” e/ou na “filatélica”; neste último caso, desde que não relacionado à obliteração dos selos, mas sempre referentes à remessa postal em si ou aproveitando o serviço de remessas (carimbagens promocionais, por exemplo). O mesmo que marcofilia. Ver: ZIONI, A. Marcofilia x Carimbologia. COFI – Correio Filatélico, v. 4, n. 38, 1980, p. 31-36.
Ver Carimbologia.
Modelo
Entidade conceitual que representa um lançamento em sua forma idealizada. O modelo reúne as características essenciais que definem sua identidade, finalidade e configuração geral, independentemente da forma como venha a ser materializado. Constitui o referencial conceitual do lançamento, a partir do qual são definidos os tipos, os subtipos e as demais características editoriais adotadas pelo catálogo.
Subtipo
Materialização física distinta de um mesmo tipo, decorrente de configurações inerentes à forma de obtenção do próprio produto. Os subtipos representam diferentes configurações materiais que integram a definição do lançamento, preservando sua identidade filatélica e catalográfica. Não resultam de limitações, falhas, acidentes ou outras ocorrências particulares do processo produtivo, mas da própria forma pela qual o produto é concebido e materializado. Constituem exceções dentro da estrutura catalográfica, sendo que, na maioria dos lançamentos, existe apenas um único tipo e nenhum subtipo.
Tipo
Materialização física do modelo. O tipo corresponde à configuração material fundamental do lançamento, representando diretamente o modelo conceitual. Na grande maioria dos lançamentos existe apenas um único tipo, ao qual pertencem todos os exemplares produzidos. O tipo pode existir apenas como entidade conceitual, quando todos os exemplares materializados apresentam diferenças sistemáticas inerentes ao próprio processo de obtenção do produto.
Variedade
No Atlas do Colecionador, considera-se variedade o item que apresenta uma ou mais diferenças identificáveis e conceitualmente relevantes em relação ao modelo de referência ao qual pertence, sem que essas diferenças sejam suficientes para caracterizar um novo lançamento. As variedades constituem, portanto, formas particulares de apresentação de um mesmo lançamento, preservando sua identidade catalográfica fundamental.
As diferenças passíveis de enquadramento como variedades podem ter origem em diferentes momentos da existência material do item, incluindo sua produção, utilização, circulação, armazenamento ou transformação posterior. Podem igualmente apresentar diferentes graus de frequência, regularidade, relevância e facilidade de identificação. A mera existência de uma diferença, entretanto, não implica necessariamente seu reconhecimento como variedade, devendo ser considerados sua origem, natureza, consistência e relevância para os objetivos editoriais do Atlas do Colecionador.
Para facilitar sua descrição, estudo e catalogação, o Atlas do Colecionador adota uma classificação multidimensional das variedades. Assim, uma mesma variedade pode ser enquadrada simultaneamente segundo diferentes critérios independentes entre si, tais como:
- natureza da variação, considerando o elemento no qual a diferença se manifesta, como papel, impressão, chapa, filigrana, denteação, cor ou goma;
- etapa de ocorrência, considerando o momento ou a etapa em que a diferença se originou;
- frequência e regularidade, considerando a forma como a variedade se manifesta ao longo da produção ou entre os exemplares conhecidos;
- método de identificação, considerando o tipo de evidência necessário para seu reconhecimento;
- intencionalidade, considerando se a diferença resultou de ação deliberada ou de processo não intencional.
Esses critérios não são mutuamente exclusivos e possuem finalidades distintas. Uma mesma variedade poderá ser simultaneamente classificada em todas essas dimensões, permitindo uma descrição mais precisa, consistente e informativa de suas características.
As definições e subclasses adotadas para cada um desses critérios são apresentadas nos verbetes específicos deste Glossário.
No Atlas do Colecionador, o reconhecimento e a classificação das variedades consideram sua origem, natureza e demais características técnicas, sem depender exclusivamente de sua raridade ou de seu valor econômico. Sua inclusão no catálogo poderá levar em conta a relevância para a compreensão da produção, da identificação, da utilização ou da evolução material do lançamento, bem como seu interesse histórico, técnico, colecionístico ou comercial. Dessa forma, variedades permanentes ou comuns poderão ser catalogadas ao lado de variedades raras ou de elevado valor econômico, sempre que apresentarem interesse para os objetivos editoriais do Atlas do Colecionador.
Natureza da variação
A natureza da variação identifica o elemento material ou técnico no qual a diferença se manifesta, independentemente de sua origem, frequência ou forma de ocorrência. Assim, uma variedade poderá decorrer, por exemplo, de diferenças relacionadas ao papel, impressão, chapa, clichê, filigrana, denteação, cor, goma, sobrecarga, acabamento ou quaisquer outros elementos constituintes do lançamento. A natureza da variação descreve o que é diferente, sem indicar necessariamente por que essa diferença ocorreu.
Etapa de ocorrência
A etapa de ocorrência identifica o momento da trajetória material do item em que a diferença foi produzida. A variação poderá ter origem durante a concepção ou fabricação do lançamento, em etapas posteriores de produção, durante sua utilização, em consequência do envelhecimento natural dos materiais ou ainda em decorrência de modificações introduzidas após sua emissão. Esse critério procura responder quando e em que contexto a diferença surgiu, independentemente de sua natureza ou de sua relevância catalográfica.
No Atlas do Colecionador, as variedades podem ser classificadas, quanto à sua etapa de ocorrência, em três grandes grupos:
Variedades primárias: são aquelas cuja origem se encontra em elementos, instrumentos ou matrizes do processo produtivo, antes da confecção do item propriamente dito. Resultam de diferenças preexistentes nos meios utilizados para produzir os exemplares, como chapas, clichês, matrizes, moldes ou outros dispositivos de reprodução. Uma trinca na chapa, uma característica particular de determinado clichê ou uma alteração permanente em uma posição da matriz são exemplos de causas capazes de gerar variedades primárias. Embora a diferença se manifeste materialmente no item produzido, sua origem antecede a confecção desse item e tende a se repetir nos exemplares obtidos a partir do mesmo elemento produtivo enquanto a condição permanecer presente.
Variedades secundárias: são aquelas originadas durante a confecção, o acabamento, o controle, o acondicionamento ou outras etapas produtivas do próprio item, desde o início de sua produção material até sua entrega ou disponibilização ao público. Compreendem diferenças surgidas na aplicação dos materiais ou na execução das operações que formam o exemplar, como impressão, aplicação de cores, utilização do papel, formação ou aplicação da goma, denteação, corte, sobrecarga e acabamento. Podem resultar tanto de condições regulares de produção quanto de falhas, desvios, acidentes ou modificações ocorridos durante essas operações. Diferentemente das variedades primárias, sua causa não está necessariamente incorporada de modo prévio e estável à matriz ou ao instrumento produtivo, podendo afetar uma folha, um lote, uma parte da produção ou mesmo exemplares isolados.
Variedades terciárias :são aquelas cuja diferença se origina após a entrega ou disponibilização do item ao público. Podem decorrer de sua utilização, circulação, armazenamento, envelhecimento, exposição a agentes físicos, químicos ou biológicos, bem como de intervenções humanas posteriores. Incluem, portanto, diferenças surgidas depois de encerrado o processo produtivo e de o item ter deixado a esfera de controle do produtor ou emissor.
A classificação de uma diferença como terciária indica apenas sua etapa de ocorrência e não implica, por si só, seu reconhecimento automático como variedade catalogável. Dependendo de sua origem, regularidade e relevância, a condição observada poderá ser considerada variedade, característica de uso, transformação natural, modificação posterior, dano, reparo, restauração, falsificação ou simples estado de conservação do exemplar.
Síntese:
Assim, a distinção temporal pode ser resumida da seguinte forma:
- Primária: a causa da diferença surge nos meios produtivos antes da confecção do item;
- Secundária: a diferença surge durante a confecção do item, até sua entrega ou disponibilização ao público;
- Terciária: a diferença surge após sua entrega ou disponibilização ao público.
Frequência e regularidade
A frequência e a regularidade descrevem como a variedade se distribui entre os exemplares conhecidos. Algumas variedades ocorrem sistematicamente em toda uma emissão ou em parte dela; outras aparecem apenas em determinadas posições da chapa, em pequenos lotes de produção ou em exemplares isolados. A frequência observada poderá variar desde variedades comuns até ocorrências extremamente raras, sem que esse aspecto, por si só, determine sua importância catalográfica.
Método de identificação
O método de identificação refere-se ao tipo de evidência necessária para reconhecer a variedade. Algumas podem ser identificadas por simples observação visual, enquanto outras exigem comparação com exemplares de referência, ampliação óptica, iluminação específica, equipamentos de medição, análises laboratoriais ou documentação histórica. Esse critério não expressa a importância da variedade, mas apenas os meios necessários para sua correta identificação.
Intencionalidade
A intencionalidade procura identificar se a diferença resultou de uma ação deliberada ou de um processo não intencional. Algumas variedades decorrem de decisões técnicas ou administrativas tomadas durante a produção ou utilização do lançamento; outras resultam de erros, acidentes, limitações do processo produtivo, transformações naturais dos materiais ou intervenções posteriores. Esse critério não estabelece juízo de valor sobre a variedade, destinando-se apenas a caracterizar a natureza do processo que lhe deu origem.
Questões conceituais em aberto sobre variedades
Embora o presente Glossário estabeleça os princípios gerais para o conceito de variedade, permanecem em estudo diversas questões conceituais relacionadas aos limites e ao enquadramento de determinadas situações específicas. Entre elas destacam-se, por exemplo, o tratamento de sobrecargas privadas posteriormente oficializadas; a distinção entre reparos, restaurações e variedades; a classificação de alterações decorrentes de tratamentos químicos, de manipulações fraudulentas, de danos acidentais ou de processos naturais de envelhecimento; bem como os critérios para distinguir alterações que constituem efetivamente variedades daquelas que representam apenas modificações, estados de conservação ou características individuais do exemplar. Essas questões serão objeto de desenvolvimento futuro, buscando sempre soluções conceitualmente consistentes, tecnicamente fundamentadas e compatíveis com a prática filatélica, sem deixar de questionar criticamente entendimentos tradicionais quando estes se mostrarem conceitualmente inconsistentes.
Por fim, essa classificação possui finalidade exclusivamente descritiva e não estabelece, por si só, qualquer hierarquia de importância, raridade ou valor econômico entre as variedades. Da mesma forma, a inclusão ou não de uma variedade no catálogo dependerá dos critérios editoriais adotados pelo Atlas do Colecionador, considerando sua relevância técnica, histórica, filatélica ou colecionística.
Pontos Polêmicos em Discussão
Inteiro Postal X Isento de Porte
Pelas definições apresentadas existem claras diferenças entre estas duas distintas categorias. Entretanto, na práxis do tratamento histórico e mesmo regional, existem casos que esta diferenciação não é considerada. Na filatelia brasileira, exemplos disto são os Envelopes da Guerra do Paraguai e os Bilhetes da Revolução de 1932, que mesmo não sendo Inteiros Postais – pelas definições seriam da classe de Isentos de Porte – e ainda de caráter privado, podem ser encontrados catalogados como sendo Inteiros Postais e aceitos correntemente como tal. Mas, ao mesmo tempo, diversos outros invólucros Isentos de Porte não são considerados e nem catalogados como Inteiros Postais.
Neste catálogo, devido ao Princípio da Consistência Conceitual adotado, estas categorias de itens serão tratadas dentro da classe Isentos de Porte – e não como Inteiros Postais, pelo menos enquanto uma maior discussão não for realizada, tanto em relação às definições adotadas, quanto ao entendimento destas.
- Ver Inteiro Postal.
- Ver Isento de Porte.
- Ver Princípio da Consistência Conceitual.